luz de plástico

luz de plástico

luz de plástico

da plasticidade


24 de dezembro de 2014









Repenso, de novo escrevo, invento um paradoxo e o arrasto para o canto, prometo que vou resolver assim que sobrar tempo.
Resta ainda um estreito caminho entre os cantos, amontoados todos eles ficam estalando a ponto de romper como uma mina escondida debaixo da terra. Afasto-os com os pés e já esqueci o nome deles, já esqueci que já escrevi isso em algum lugar e me convenço que paradoxos depois de inventados não podem ser resolvidos. 
As vezes é melhor quando as palavras são apenas textura sobre o papel. Estou cheia e coisa alguma foi resolvida escrevendo, eu já escrevi isso antes. 
Desta distância deles nada os desfaz. Continuam todos eles nos cantos assim a ponto de anularem um ao outro, se enfrentando com toda a sua força. Falta coragem ou vontade mas ainda resta um pequeno espaço e arrasto um novo paradoxo para o canto.