luz de plástico

luz de plástico

luz de plástico

da plasticidade


19 de agosto de 2014






Ele ali gelado de medo, quase morto de fome de tanto que teve medo, pode entender tudo que senti. 
Era exatamente como eu, ele ali. Subi alto demais, minhas pernas tremem de medo, do outro lado escorre uma baba raivosa que deseja entrar por baixo do meu pelo espesso e encontrar minha carne flácida irrigada de sangue. Nem tenho força para pedir por ajuda aqui é tão alto, já passei alguns dias sem comer, já faz muitos dias. Olho para baixo, agora parece mais alto, a boca que rosnava a noite, silenciada, pela manhã já não sei de que onde vem a ameça. Depois de tanto tempo posso usar minhas unhas e cravar-las na parede mas minhas patas tremem muito. Quase morro de sede.